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TESTEMUNHOS

 

Isabel Rocha, Coordenadora Casa Claret

Chamo-me Isabel Rocha, sou natural de Pedroso, Vila Nova de Gaia. Sou a Coordenadora de Casa Claret e estou a desenvolver os trabalhos da missão, que é da responsabilidade da “PROCURA – Missões Claretianas” e de todos os seus Voluntários. Em Portugal e em São Tomé os voluntários desenvolvem diversas ações de solidariedade e partilha em favor das pessoas e Instituições destes países.

 

Quando me falaram para escrever este artigo, no início deste mês, pediram-me que descrevesse os meus sentimentos, desafios e as atividades que desenvolvo aqui em São Tomé, na Trindade. Com o passar dos dias, foram acontecendo algumas situações que nunca pensei viver. Um dos obstáculos foi ficar com a água do depósito impropria para qualquer tipo de consumo. Como não há água da rede pública, a casa tem um depósito onde armazena a água para consumo. Dentro do depósito da casa caiu um “plocotó” (um bicho com um cheiro “medonho”) fiquei com a água acabada de comprar completamente imprópria. Para mim foi, e continua a ser, um transtorno muito grande. Afinal de contas em São Tomé vive-se com muito pouco, mas quando falta algo essencial como a àgua, e ao mesmo tempo tê-la mas com um cheiro nauseabundo, faz pensar no que realmente é importante na vida e nas coisas que parecem existir em abundancia, mas que não podemos tirar partido delas.

Além do problema da água, entretanto também se agravou o fornecimento de energia, já não há capacidade para fornecer energia a tantas pessoas neste cantinho do planeta. No momento que estou a escrever estas palavras encontro-me à luz da vela.

Com todas estas dificuldades que estou a passar, tento não desanimar e continuar a proporcionar as atividades na escolinha claret, as visitas às roças e a conviver com esta comunidade.

Na escolinha Claret estou todos os dias a incentivar as crianças a dedicarem-se mais aos estudos, a ganhar hábitos de estudo para que um dia possam chegar mais longe e ter uma vida melhor.

As Roças são também um desafio bem grande, são locais com muitas carências e com pessoas que vivem mais isoladas. Sente-se que têm necessidade da nossa presença para levar um pouco de alegria, uma palavra amiga ou mesmo um conselho.

Mesmo passando por algumas dificuldades, tento sempre pensar em novos projetos para poder ir de encontro às necessidades essenciais destas pessoas, e por isso continuo aqui para ajudar no que for possível e estar ao serviço de Deus. Tento valorizar e respeitar o essencial e agradeço Deus por me permitir disfrutar e compreender as maravilhas que pôs ao dispor.

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Cândida Fontes e Luísa Sarmento, 5 Janeiro 2013

 

A viagem à ilha de São Tomé decorreu de 27 de Dezembro de 2012 a 4 de janeiro de 2013… e foi uma experiência fantástica!

As cores predominantes, o azul do céu e do mar e a multiplicidade de verdes da vegetação, conjugam uma paisagem magnífica e extraordinária ao nosso olhar que muito nos encantou.

Nesta lindíssima ilha, onde residem pessoas  com  usos e costumes muito próprios,  foi-nos possível observar  as  múltiplas necessidades com que vivenciam o seu quotidiano, realidades de grande vulnerabilidade vividas pelas crianças e pelos idosos, que nos tocaram de um modo muito especial, fazendo-nos sentir o quanto precisam de amor e de solidariedade.

Mas, para que esta experiência, de grande riqueza humana tenha acontecido foi necessária a ajuda preciosa de todos quantos a organizaram e nos proporcionaram estas vivências, pois sem eles nada disto teria sido possível. Por isso, a todos os que nos receberam e acolheram  com carinho e  grande generosidade, deixamos os nossos agradecimentos e um grande “bem hajam”.

Gostaríamos, no entanto, de efetuar um agradecimento muito especial à Isabel, pelo afeto com que nos recebeu e o apoio incondicional prestado, desejando-lhe a continuação de uma missão com força e honra.

Esta  missão na ilha de São Tomé e Príncipe, ainda que por curto período de tempo, foi o princípio de uma ação que deseja prolongar-se de muitas formas e por muitas ocasiões. Tudo faremos para estabelecer novos laços de confluências, de apoio e de solidariedade.

Obrigada mais uma vez por esta experiência e por todo o apoio.

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Joana Carvalho, 8 Novembro 2012

 

"A nossa aventura em São Tomé começou com a expressão: "Isto não é tão mau como pintam!" Com o passar do tempo fomo-nos sentindo em casa e o tempo passou a correr.

É verdade que as dificuldades foram muitas: adaptar o nosso horário e projetos à realidade santomense, o choque de algumas realidades, viver sem internet, água e luz (algumas vezes), ter uma alimentação típica do local onde estávamos. Tantos foram os momentos em que tivemos medo e não sabíamos como os ultrapassar, mas conseguimos! Nós deixamos tudo para trás: família, amigos, trabalho, namorados...saímos da nossa zona de conforto, deixamos os bens materiais e partimos. Partimos em missão, para a grande aventura das nossas vidas!

No regresso, a sensação é de MISSÃO CUMPRIDA! No nosso coração, trouxemos um grande tesouro que foi construído por todas as pessoas que, ao longo do mês de Agosto, passaram pela nossa vida e que, de uma forma ou de outra, a marcaram. É um tesouro repleto de sorrisos, olhares, abraços, palavras, gestos e momentos; tesouro que nos fez crescer muito como pessoas e que nos faz querer voltar, pois ainda há muito para fazer. Fomos um verdadeiro grupo! Tornámo-nos uma família, os melhores amigos uns dos outros e a vocês meninas, o meu MUITO OBRIGADO! Porque construímos a nossa amizade no seio do voluntariado missionário, nele a vamos fazer crescer e crescer e crescer!

Contudo, é impossível explicar tudo o que vimos ou sentimos, porque nada é suficiente para descrever o quão maravilhoso foi! Nunca me vou esquecer dos olhares brilhantes, do sorriso contagiante, do abraço apertado daquela gente; nunca o "Branca, Branca!" soou tão bem! São vidas que se cruzaram no nosso caminho e que construíram um pouco do que somos hoje. Aqueles miúdos traquinas e pestinhas, mas que me trouxeram as lágrimas aos olhos e o sorriso à cara com as coisas mais simples do mundo, foram os melhores professores que eu podia ter tido. Edmilson, Quedilei, Júnior, Erica e tantos outros com quem partilhei inúmeras brincadeiras e sorrisos! Para quê ser adulto se deixamos morrer a criança que há dentro de nós? Por isso é que eu gosto de ser voluntária! Porque, além de ajudar quem precisa de mim, a criança que há dentro de mim renasce e descubro a verdadeira felicidade. 

Mas não só as crianças nos ensinaram! Jovens, adultos, idosos...todos eles nos receberam de braços abertos e nos mostraram como é possível ser feliz com tão pouco. Para quê o materialismo se o essencial, aquilo que enriquece o nosso coração, vale muito mais do que isso?? Foi gratificante ver como estas pessoas se deixavam contagiar com os nossos projetos e vinham sorrir connosco! Foi fascinante ver como os jovens deixavam o que quer que fosse para serem solidários. Pequenos gestos que fazem toda a diferença!

Mas é apenas um ATÉ JÁ! Temos de nos lembrar que, do mesmo modo que tudo o que deixamos para trás ficou à nossa espera, também é possível manter os laços construídos e regressar um dia. Agora, a nossa missão é continuar a dar-Lhe o nosso sim, tal como Maria fez; continuar a cativar outros para O seguir e para vir provar da melhor parte: ser voluntário missionário.

PORQUE SER VOLUNTÁRIO NÃO É UM PASSATEMPO, MAS SIM UMA FORMA DE VIDA!"

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 Paula Santos, 26 Setembro 2012

"Ao longo do mês de Agosto tive uma experiência transformadora pelas terras de São Tomé e Príncipe. Parti com o sentimento de que iria ser um grande desafio, o desafio de me dar ao outro sem querer receber nada em troca, adaptando-me a uma vida simples em comunidade.

Através do Voluntariado Missionário percebi que é possível ter apenas o essencial, o que nos faz realmente falta. Podemos estar longe daqueles que amamos, mas, estando em contato com aquelas comunidades, que têm necessidades muito maiores do que aquelas que possamos imaginar, descobrimos que afinal o essencial está mesmo à nossa frente, num simples sorriso, por exemplo.

De um simples projeto, a Casa Claret transformou-se numa grande obra que deixou marcas em crianças, jovens e adultos. As suas vidas simples e calmas transmitiam muita alegria através dos sorrisos, abraços e da sua maneira de estar.

Voltei a Portugal com o desejo de regressar a São Tomé e voltar a ser novamente acolhida por aquele povo. Foi sem dúvida uma experiência muito marcante na minha vida.

Para mim o sentido do dom do serviço ao outro faz ainda mais sentido agora. A vida é feita de momentos e sem dúvida que o Voluntariado Missionário é um momento muito importante!"

 

 
 
PROCURA - Missões Claretianas - procuradoriacmf@gmail.com - 21 796 71 46
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